Pesquisar este blog
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Toxina Botulínica - do veneno ao remédio
As primeiras descrições datam da época das guerras napoleônicas, quando o Duque de Württemberg em Stuttgart observou a primeira epidemia de mortes ocasionadas pela ingestão de comida contaminada.
Foi a partir de uma lata de salsichas envenenada que a descoberta de uma proteína conhecida hoje como toxina botulínica foi possível.
Entre 1802 e 1822 muitas descrições de casos foram feitas. Os sintomas incluíam distúrbios gastrointestinais, visão dupla, midríase (dilatação da pupila).
As donas de casa foram inicialmente reponsabilizadas, por não ferverem a salsicha por tempo suficiente.
Um oficial alemão, médico e poeta, Justinius Kerner, descreveu uma série com 76 pacientes.
Em 1821 iniciou suas pesquisas, observando os efeitos em animais e em si mesmo.
“The nerve conduction is brought by the toxin into a condition in which
its influence on the chemical process of life is interrupted. The capacity of nerve conduction
is interrupted by the toxin in the same way as in an electrical conductor by rust.” - escreveu Kerner.
Deduziu que a toxina agia fazendo uma interrupcão da transmissão de sinal entre os sistemas nervoso periférico e entre os sistemas simpático e parassimpático.
Nesta época, já desenvolveu a idéia de seu uso terapêutico. Conseguiu isolar quantidade suficiente para testar em animais. Os efeitos observados eram vômitos, espasmos intestinais, midríase, ptose, disfagia e insuficiência respiratória.
Mesmo sem identificar a bactéria, o que aconteceria em 1895, na Bélgica, relacionou que a prevenção desse grave distúrbio seria ferver os alimentos.
Kerner imaginou diversas aplicações terapêuticas, principalmente nos distúrbios relacionados à hiperatividade do sistema nervoso simpático, que seria a causa de muitas doenças internas, neurológicas e psiquiátricas.
A identificação da bactéria e da toxina que causava a contaminação de salsicha levou à descoberta do Botulismo. Inicialmente chamada de Bacillus botulinus, foi então nomeada de Clostridium botulinum. (Botullus = Salsicha)
No início dos anos 1920, na Califórnia, foi isolada e purificada em forma estável.
Na Segunda Guerra Mundial, Stanley Lovel, um oficial do Serviço de Estratégia Americano, mandou fabricar cápsulas gelatinosas com a toxina, para que os altos oficiais japoneses fossem envenenados pelas prostitutas chinesas.
Em 1946 foi iniciada sua produção em grande escala como arma biológica.
Em 1969 os Estados Unidos declararam que iriam destruir seus estoques. Três anos depois, 100 países assinam o Biological and Toxins Weapons Convention Treaty.
Hoje a toxina é usada em diferentes condições clínicas, entre elas espasticidade, cefaléia, dor crônica de diversas naturezas, distúrbios urinários, tendinite, joanete e até para amenizar rugas.
Existem diversas marcas de toxina no mercado atualmente. O mais importante é a indicação correta para seu uso, seja para fins terapêuticos ou estéticos.
Só um médico habilitado pode aplicar a toxina.
![]() |
| Pontos usados na face. |
![]() |
| Referência ao uso cosmético: ponto de Nefertite |
domingo, 3 de outubro de 2010
Uma rosa é uma rosa é uma rosa.
Linda Rosa
Maria Gadú
Composição: Gugu Peixoto / Luis KiariPior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem ao certo
A moça de sorriso aberto
Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto
Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz
Escolha feita inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo
Pior que o melhor de dois
Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem o certo
A moça de sorriso aberto
Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto
Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz
Escolha feita inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perdeu pro cravo
Rose is a rose is a rose is a rose
Loveliness extreme.
Extra gaiters,
Loveliness extreme.
Sweetest ice-cream.
Pages ages page ages page ages.
from Gertrude Stein's poem Sacred Emily, written in 1913 and published in 1922, in Geography and Plays.
Soneto da rosa
Mais um ano na estrada percorrida
Vem, como o astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.
E da fragrante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora
Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude
Para que o sonho viva da certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.
Vem, como o astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.
E da fragrante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora
Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude
Para que o sonho viva da certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.
Rosa
Pixinguinha
Composição: Pixinguinha e Otávio de SouzaTu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
Aphrodite:
A Memoir of the SensesUnder the aegis of the Goddess of Love, Isabel Allende uses her storytelling skills brilliantly in Aphrodite to evoke the delights of food and sex. After considerable research and study, she has become an authority on aphrodisiacs, which include everything from food and drink to stories and, of course, love. Readers will find here recipes from Allende's mother, poems, stories from ancient and foreign literatures, paintings, personal anecdotes, fascinating tidbits on the sensual art of food and its effects on amorous performance, tips on how to attract your mate and revive flagging virility, passages on the effect of smell on libido, a history of alcoholic beverages, and much more.
An ode to sensuality that is an irresistible blend of memory, imagination and the senses, Aphrodite is familiar territory for readers who know her fiction.
Receitas
Para o parfait:
100 ml de leite integral
70 g de capim limão (é o mesmo que capim cidreira)
100 ml de creme de leite fresco
50 g de açúcar
3 gemas
2 folhas de gelatina incolor
Para a espuma de rosas:
50 ml de água de rosas
300 ml de leite
2 colh (sopa) de açúcar demerara
Para o coulis de laranja:
1 litro de suco de laranja
1 colh (sopa) de lecitina de soja
Flores e folhas de hortelã para decorar
Links relacionados
Ghee Banqueteria
Basílico: Primavera
Basílico: Primavera carioca
Basílico: Piselli antecipa receitas especiais para a primavera
An ode to sensuality that is an irresistible blend of memory, imagination and the senses, Aphrodite is familiar territory for readers who know her fiction.
An ode to sensuality that is an irresistible blend of memory, imagination and the senses, Aphrodite is familiar territory for readers who know her fiction.
Receitas
Parfait de capim limão
Publicado em 22/09/2010 19:20:23
Fonte
Paulo G. Neves - chef da Ghee Banqueteria
Paulo G. Neves - chef da Ghee Banqueteria
Tempo de Preparo
Rápido - 45 minutosDificuldade de preparo
FácilCusto aproximado
AltoUtensílios
forminhas do tipo ramequinsIngredientes
Para o parfait:
100 ml de leite integral
70 g de capim limão (é o mesmo que capim cidreira)
100 ml de creme de leite fresco
50 g de açúcar
3 gemas
2 folhas de gelatina incolor
Para a espuma de rosas:
50 ml de água de rosas
300 ml de leite
2 colh (sopa) de açúcar demerara
Para o coulis de laranja:
1 litro de suco de laranja
1 colh (sopa) de lecitina de soja
Flores e folhas de hortelã para decorar
Modo de preparo
O parfait:
Bata o leite com o capim cidreira no liquidificador e coe. Coloque em uma panela com o creme de leite e metade do açúcar e deixe ferver.
Num bowl, junte as gemas e a outra metade do açúcar e bata até virar um creme. Junte a primeira mistura mexendo bem e volte tudo para a panela.
Cozinhe até chegar o ponto de creme inglês (82°C). Adicione a gelatina, misture com cuidado, disponha em forminhas do tipo ramequins e leve para gelar.
A espuma de rosas:
Misture a água de rosas com o leite e a lecitina de soja e bata com um mixer para obter a espuma de rosas.
O coulis de laranja:
Coloque o suco de laranja para ferver com o açúcar demerara até engrossar. Desligue o fogo e deixe esfriar.
Bata o leite com o capim cidreira no liquidificador e coe. Coloque em uma panela com o creme de leite e metade do açúcar e deixe ferver.
Num bowl, junte as gemas e a outra metade do açúcar e bata até virar um creme. Junte a primeira mistura mexendo bem e volte tudo para a panela.
Cozinhe até chegar o ponto de creme inglês (82°C). Adicione a gelatina, misture com cuidado, disponha em forminhas do tipo ramequins e leve para gelar.
A espuma de rosas:
Misture a água de rosas com o leite e a lecitina de soja e bata com um mixer para obter a espuma de rosas.
O coulis de laranja:
Coloque o suco de laranja para ferver com o açúcar demerara até engrossar. Desligue o fogo e deixe esfriar.
Montagem:
Em pratos coloque a calda de laranja fazendo um risco, disponha o parfait de erva cidreira e por último com o auxilio de uma colher retire delicadamente a espuma de rosas e coloque no meio. Decore com uma flor e uma folha de hortelã.
Em pratos coloque a calda de laranja fazendo um risco, disponha o parfait de erva cidreira e por último com o auxilio de uma colher retire delicadamente a espuma de rosas e coloque no meio. Decore com uma flor e uma folha de hortelã.
Ghee Banqueteria
Basílico: Primavera
Basílico: Primavera carioca
Basílico: Piselli antecipa receitas especiais para a primavera
Escreva para redacao@basilico.com.br
Veja outras notícias do Basílico
foreign literatures, paintings, personal anecdotes, fascinating tidbits on the sensual art of food and its effects on amorous performance, tips on how to attract your mate and revive flagging virility, passages on the effect of smell on libido, a history of alcoholic beverages, and much more.An ode to sensuality that is an irresistible blend of memory, imagination and the senses, Aphrodite is familiar territory for readers who know her fiction.
Assinar:
Comentários (Atom)



















